Figurino: Sete dias com Marilyn

 E o hoje relembraremos um pouco da moda dos anos cinquenta, especificamente o ano de 1956, através dos figurinos do filme Sete dias com Marilyn (My Week with Marilyn) baseado no diário do jovem Colin Clark que trabalhou nos bastidores de O príncipe e a Corista (1957) onde conheceu a senhorita Monroe


Marilyn Monroe (Michele Willians)



Ela dispensa apresentações

Marilyn Monroe é um dos nomes mais conhecidos de Hollywood, lembrada por sua beleza e sensualidade e pelos discutíveis acontecimentos de sua morte, seu nome verdadeiro era Norma Jeane, após uma infância difícil marcada pelo abandono, aos 18 anos ela foi descoberta em uma fábrica onde trabalhava como operária durante a Segunda Guerra, o que deu início a sua carreira de modelo. 

Em 1956, aos trinta anos ela vivia o auge de sua carreira, era contratada dos estúdios Fox e um dos principais nomes de Hollywood, neste ano ela iniciava seu terceiro casamento com o escritor Arthur Miller, ainda em lua de Mel, Marilyn precisou viajar para a Inglaterra onde gravaria o filme O príncipe e a Corista. 

Extremamente famosa, ícone sensual da época e com zero privacidade, sendo seguida e monitorada pela imprensa (algo semelhante ao que vemos atualmente já acontecia naquela época). 

Os problemas com atrasos, bebidas e remédios que marcaram seus último ano de vida (ela faleceu em 1962) eram frequentes em 1956. 

Marilyn Monroe (Michelle Williams) 


A primeira aparição dela no filme é sua chegada, ao Reino Unido o look é fiel a vida real (tanto o dela quanto o do marido) e o mesmo ocorre com os demais figurinos do filme (aparentemente inspirados em seu guarda roupa). 


Marilyn (Michelle Williams) e Arthur Miller
Marilyn Monroe e marido filme e vida real


A presença inconveniente da professora de teatro é real, ela era a sombra da Marilyn no último filme gravado pela atriz em 1962, 
Something's Got to Give (que não chegou a ser terminado) a Paula Strasberg também era mal vista. 


Marilyn Monroe e Paula Straberg
Marilyn Monroe e sua professora no filme e vida real


Um dos acordos entre a atriz e a Fox para que o filme de 1962 fosse terminado era que Paula estivesse proibida de estar presente nas filmagens. Como a Marilyn faleceu logo em seguida a produção foi arquivada. 

Aparentemente a senhorita Monroe era muito mal assessorada ou tinha pessoas tóxicas, que talvez não enxergassem a pessoa Norma Jeane e apenas o ícone de Hollywood Marilyn. 

Abaixo o look da cena da leitura de texto, onde a artista é apresentada a equipe. 


Marilyn Monroe (Michele Williams) e ao lado foto real


Um fato real que não ficou claro é que a Paula e seu marido Lee (ele não aparece no filme) além de professores da Marilyn, eram renomados profissionais responsáveis por criar um método de estudo de atuação (novo para época), o que levava a conflitos, nos bastidores por profissionais que não aprovavam ou conheciam o trabalho de ambos. 

A cena em que o Colin (Eddie Redmyne) vê a Marilyn (Michelle Williams) pela primeira vez, descreve bem os problemas que ela tinha, após sua chegada triunfal e uma conversa descontraída com os jornalistas, encontramos a protagonista em seu camarim com uma cara de angustia, pedindo desculpas (ao Colin) por estar sem maquiagem. 


Michelle Willians como Marilyn Monroe


Marilyn aparentemente não enxergava o quanto ela era bonita e o quanto as pessoas gostavam dela. 

Não havia motivo para tanta insegurança esta provavelmente vinha de seu passado, marcado por abandono e problemas familiares. 

Este filme não tem muitos looks, pois parte da história acontece dentro dos sets de filmagem onde Marilyn (Michelle Williams) veste os figurinos de sua personagem Elsie Marina, o maravilhoso vestido branco abaixo é dela. 


Elsie Marina vestido de Marilyn Monroe
Marilyn no filme como Elsie Marina


O vestido preto é da cena em que a atriz e Colin (Eddie Redmyne) andam pelo jardim e conversam, talvez fosse tudo que ela precisasse alguém para conversar, sobre seus problemas e não sobre Marilyn.

Marilyn Monroe look preto no filme


A presença de Arthur Miller (Dougray Scott) nesta história é pequena, durante a ausência do marido nas filmagens ela se aproxima do Colin (Eddie Redmyne), os dois fazem um passeio no castelo de Windsor.

Quando eles são abordados por um grupo de estudantes, a protagonista diz: Devo ser ela ? E começa a dançar para o público, sim Marilyn muitas vezes falava de si mesma na terceira pessoa. 

Como se Marilyn Monroe fosse uma personagem e não ela mesma, apesar da artista ter trocado de nome o que é comum acontecer até hoje no meio artístico, este comportamento era algo curioso. 


Marilyn Monroe e Colin Clark filme
Marilyn e Colin e ao lado ela com o marido Arthur Miller


Durante ao passeio no castelo, Marilyn (Michele Williams) encontra uma casa de bonecas, e comenta nunca ter tido uma quando criança e ela se encanta com os bonecos em formato de família, provavelmente a origem de todos os seus problemas emocionais estavam no fato de nunca ter tido uma. 


cena do filme sete dias com marilyn


A cena do mergulho no lago, poderia fazer referência ao filme  Something's Got to Give (1962), onde a atriz nada sem roupa em uma piscina, para época isso era uma novidade, essa foi a primeira cena de Hollywood, onde uma mulher nada em águas como veio ao mundo. 

O filme nunca foi terminado, devido aos atrasos e faltas da Marilyn ela foi demitida e depois recontratada, logo depois veio a falecer em 4 de agosto de 1962. Devido a situação financeira da Fox na época, optaram em arquivar o filme e este nunca foi lançado. 


Marilyn Monroe filme e vida real
Marilyn no filme e ao lado em 1962 


A cena em que Colin invade o quarto da senhorita Monroe por sua vez, pode ser vista como uma menção aos acontecimentos que envolvem sua morte.

Na vida real em agosto de 1962,  após se recolher a seus aposentos e não atender os chamados de sua funcionária (a porta estava trancada), o Dr. Ralph Greenson (psiquiatra da atriz) foi chamado, ele precisou quebrar a janela, para poder entrar no quarto dela, onde a encontrou desacordada em sua cama. 

No filme Colin Clark, também invade o quarto pela janela, porém Marilyn parecia sobre efeito de remédios, porém viva. 

ASSISTA O TRAILER: 




Fatos reais

Em 1995 Collins publica um livro de memórias, contando sua trajetória em Hollywood, este foi escrito através de seu diário, que parecia estar incompleto, a semana que passou com a senhorita Monroe, deu origem a um segundo livro intitulado Minha semana com Marilyn, publicado em 2000, ele veio a falecer dois anos depois.  

Neste a indícios que os dois teriam tido um romance, durante estes dias o que muitas pessoas contestam uma vez que Marilyn mesmo quando não estava com o marido vivia cercada por um monte de gente. 

O filme O príncipe e a Corista, antecede Quanto mais quente melhor (1959) um dos grandes sucessos de Monroe no cinema, além dele ela gravaria Os Desajustados (1960, último filme terminado dela) os dois contaram com a ajuda de seu marido Arthur Miller. 

Logo quando Colin Clark conhece a senhoria Monroe ela estava em seu terceiro e último filme, a diva chegou a grava cerca de trinta produções em Hollywood. 

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